SP: 300 funcionários do aeroporto de Guarulhos são demitidos

O movimento causou atrasos e cancelamentos e acabou sendo classificado como ilegal, pois se posiciona contra a portaria da Receita Federal

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Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Romanos 1:16

Como parte dos desdobramentos de um protesto, que causou a interrupção de alguns serviços no aeroporto de Guarulhos, na semana passada, funcionários terceirizados acabaram demitidos por justa causa, por parte de seus empregadores.

Segundo a reportagem do Brasil de Fato, que reportou em primeira mão, os profissionais também estão tendo que prestar depoimento à Polícia Federal.

Durante um protesto no dia 3 de outubro, os funcionários buscaram do direito de utilização de seus celulares durante o expediente. Pertencentes às empresas terceirizadas WFS Orbital, Swissport e Dnata, eles acabaram retaliados pela ação.

Durante o ato, mais de uma centena de voos foram afetados e os trabalhadores circularam pelo aeroporto carregando uma faixa com os dizeres “Somos trabalhadores, não somos bandidos – Libera o celular”. 

Alguns deles reivindicavam a necessidade de comunicação com a família e apontavam que a proibição do uso de celulares, imposta há cinco meses, dificultava o cumprimento de suas obrigações dentro e fora do trabalho.

O movimento causou atrasos e cancelamentos e acabou sendo classificado como ilegal, pois se posiciona contra a portaria da Receita Federal ALF/GRU nº 57, criada para ampliar a segurança do sítio aeroportuário. Além disso, a restrição deverá ser ampliada para outros aeroportos no país e não mais ficar restrita apenas a Guarulhos.

A portaria que proíbe o uso de celulares nas áreas restritas, controladas e de movimentação de aeronaves, assinada pelo delegado da Receita Federal Mario de Marco Rodrigues de Sousa, foi anunciada em junho como uma medida para combater crimes.

Até o momento, cerca de 300 funcionários já perderam seus empregos.

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